AS PRÁTICAS DE MODIFICAÇÕES CORPORAIS E A FORMAÇÃO DE IDENTIDADES SOMÁTICAS



RESUMO*


O presente trabalho procurou investigar, à luz da concepção das identidades somáticas (ORTEGA, 2008), a constituição da subjetividade dos adeptos das práticas de modificação corporal extrema, tais como: tatuagem, piercing, escarificação, suspensão corporal, entre outras, concernentes ao movimento da Body Modification. Cada época produz um tipo de corpo que sintetiza os ideais de beleza e valores de uma sociedade. Reconhecendo que os adeptos de tais práticas possuem um corpo divergente dos padrões presentes na sociedade ocidental, procurou-se refletir não apenas sobre os efeitos destas práticas nestes indivíduos, mas também a respeito de suas consequências na vida em sociedade. Procurou-se identificar, também, os principais veículos disseminadores de tais práticas e como acontece a socialização destes indivíduos. Para tanto, apresentou-se as principais teorias sobre o corpo cultural e simbólico, a identidade e a subjetividade na atualidade, bem como uma contextualização histórica do surgimento do movimento da body modification e suas especificidades. Além disso, foram apresentados os principais aspectos encontrados na pesquisa etnográfica com os adeptos destas práticas em Goiânia. Tendo por base a premissa apresentada por Ortega (2008), de que as identidades contemporâneas são representadas no corpo, este movimento é valorizado pela autora como uma nova forma de subjetivação e identidade, que busca encontrar-se a si mesma na sua imagem corporal e nos seus adornos, encontrando nas mídias radicais (DOWNING, 2001) sua principal propagadora.


PALAVRAS-CHAVE: Modificações Corporais. Identidade Somática. Subjetividade. Mídia Radical.



INTRODUÇÃO


Na atual sociedade, com o advento da globalização – que sai do patamar econômico, para se findar no cultural – do consumo desenfreado e da consequente crise de valores, esta de certa forma gerada pela queda das instituições normativas, os indivíduos tem se deparado com uma crise identitária nunca antes imaginada na sociedade. Nesse contexto social, os indivíduos têm procurado diferentes práticas sócio-culturais que possam construir um apoio identitário ou mesmo gerar novas identidades para si. Nesta procura, muitas vezes, estes indivíduos se deparam com algo absolutamente novo, outras vezes, estranho e, mesmo, avesso as práticas de sua cultura cotidiana.


1. AS MODIFICAÇÕES CORPORAIS E A FORMAÇÃO DAS IDENTIDADES


Muito embora, haja uma grande procura dessas práticas na atualidade, na maioria das vezes são de caráter externo e superficial, pois estão alicerçadas no vestir, no usar e no ter. Na verdade, estão mais para identificar visualmente um indivíduo como parte de um grupo, do que para defini-lo ideologicamente como parte dele, visto que nem sempre as práticas sociais possuem algum interesse ideológico. Mesmo assim, o interesse cresce a cada dia e juntamente com ele a reunião de pessoas com as mesmas características. São os grupos, ou as tribos, como vem definindo Maffesoli (1998). Estas tribos urbanas possuem funções bem específicas, pois a determinação de um indivíduo a esta ou àquela tribo, normalmente já o define como alguém que agiu, age ou agirá sobre conceitos preestabelecidos àquele grupo específico. É dessa maneira que a sociedade vai predefinindo os indivíduos, construindo estereótipos, baseando-se em características externas, e no centro desses acontecimentos está o corpo.


Assim, pode-se identificar que o corpo está no lugar de destaque na sociedade. Sobre isso Ortega (2003, p. 60) afirma que o que existe é um deslocamento da construção e descrição de si para exterioridade, o que tem levado a formação de identidades somáticas, ou seja, as bioidentidades. O que segundo o autor é


A ênfase dada na nossa sociedade aos diversos procedimentos de cuidados corporais, médico, higiênicos e estéticos [isso] leva à formação de identidades somáticas, às bioidentidades, as quais têm deslocado para a exterioridade o modelo internalista e intimista de construção e descrição de si.


Assim, as identidades somáticas vêm deslocando as representações da identidade – atitudes e disposições internas do indivíduo –, agora ela está alicerçada no próprio corpo. Se no final do século XIX e início do século XX, a identidade era formada e representada pelas condutas morais, pelos valores cultivados, pelos projetos de vida elaborados, hoje, a identidade se tornou somática, uma bioidentidade. Processo que reduz o self, que até então era algo interno, a aparência corporal: somos aquilo que aparentamos. Nesse sentido, os indivíduos que buscavam projetos de vida baseados em estabilidades sociais e financeiras e o bem comum, agora transmutam sua busca para o corpo ideal e a hipertrofia dos músculos (ORTEGA, 2008).


No entanto, nessa cultura somática nem sempre o que se quer é modelar o corpo na busca da saúde. Na body modification – o termo se refere a uma longa lista de práticas corporais que incluem o piercing, a tatuagem, o branding, o cutting, as amarrações e inserções de implantes para alterar a aparência e a forma do corpo (FEATHESTONE, 2003) – segundo Ortega (2008), os indivíduos que agora não possuem mais a interioridade para simbolizar as mudanças subjetivas e os acontecimentos da vida, que vivem num mudo tão incerto e que se modifica a cada dia, sem levar em conta a adaptabilidade dos indivíduos, buscam a permanência das coisas na marca corporal. Os valores, acontecimentos, relações afetivas são simbolizadas nas tatuagens, e os sujeitos passam a se construir e se sentir singular, somente a partir da marca corporal. E nas práticas corporais que provocam dor, continua Ortega (op. cit.), o indivíduo passa a ter a sensação de que ele existe, de que sua vida não é uma ilusão, uma abstração. E ainda, transmite aos seus praticantes a idéia de permanência, e por isso tão logo a dor tenha cessado, outra prática se fará necessária, uma forma de garantir a própria existência (op. cit.).


O que gera a construção de identidades somáticas e assim, indivíduos com corpos, perfurados, queimados, cortados, suspensos e redimensionados com implante passam a ser chamados de modern primitives ampliando as potencialidades dos corpos. Este termo foi utilizado primeiramente por Fakir Musafar, em 1967 para designar aqueles que mesmo pertencendo a sociedades ocidentais “complexas” desenvolviam práticas de manipulações corporais próximas das de sociedade ditas ‘primitivas’. Musafar (apud LE BRETON, 2003, p.36) afirma que “todas as pessoas não tribais que reagem a uma urgência primal e que fazem alguma coisa com seu corpo” podem ser chamadas de modern primitives, ou seja, pessoas que seguem a um “chamado natural” para modificar seus corpos.


Assim, com esta idéia ritualista e de lugar de transcendência da alma, surge a modernas práticas de body modification. No entanto, o que se deve compreender acerca da body modification é que os indivíduos buscam, com estas práticas, ter o controle do próprio corpo, de agir contra o corpo natural e contra a tirania da formação do hábito (habitus formation), afirma Featherstone (2003).

Assim, objetivando conhecer melhor a realidade do movimento de transformação corporal e em que fundamentos culturais e sociais o movimento está alicerçado na região de Goiânia, e ainda, de que maneira a cultura midiática influenciou ou influencia na construção identitária desses indivíduos esta pesquisa tomou forma.


Para isso, propôs-se um estudo dos praticantes de body modification em suas relações, indo além das marcas encontradas em seus corpos. Pois foi preciso entender o que estes indivíduos queriam comunicar a sociedade com estas práticas? Como se dava a subjetividade e a socialização dos adeptos de modificações corporais? Quais as relações de consumo que caracterizavam estas práticas? Em quais meios de comunicação estas práticas eram difundidas e disseminadas? Quais faixas etárias, classes sociais e nível de escolaridade relacionadas a este grupo? E ainda, se novos aspectos e problemáticas poderiam se desvendar, já que era uma pesquisa inédita nessa região e alguns aspectos são conhecidos apenas pelos indivíduos que faziam parte desse grupo?

Como se vê, a constituição do sujeito, sua compreensão e discussão é uma problemática complexa na pós-modernidade. Desta forma, para compreender e descrever estas experiências inspirou-se na Etnografia que “é a arte e a ciência de descrever um grupo humano – suas instituições, seus comportamentos interpessoais, suas produções materiais e suas crenças” (ANGROSINO, 2009, p. 30). O interesse nesse método surgiu porque ele está baseado na pesquisa de campo, na personalização e na multifatorialidade da pesquisa e também por ser indutivo, dialógico e holístico (op. cit.). Assim, o trabalho fez uso de três técnicas para coleta de dados: primeiro, a pesquisa bibliográfica e documental, segundo, a observação participante e terceiro e último, a entrevista em profundidade.


Desta forma, teoricamente, o presente trabalho foi estruturado de maneira a contemplar os dois eixos centrais da pesquisa: corpo modificado e construção de identitária. Quanto as observações foram realizadas em três eventos relacionados à temática de body modification. Dois na cidade de Goiânia e o terceiro, fora dos limites da pesquisa, mas que se mostrou interessante, pois havia participação de um grupo goiano. Nestes eventos aconteceram performances corporais como suspensão corporal, e também a realização tatuagens e aplicação de piercings. O que permitiu uma maior integração da pesquisa com os indivíduos e forneceu informações valiosas diretamente da realidade vivencial dos grupos, que não poderiam ser captadas apenas com entrevistas. Por último, foram realizadas as entrevistas que seguiram o rigor metodológico. Foram feitas entrevistas com dois profissionais de estúdios de tatuagens e body piercings envolvidos com o movimento da transformação corporal em Goiânia. E, ainda, com dois adeptos (um homem e uma mulher) da body modification residentes na região. A necessidade de buscar estes indivíduos nos estúdios se deu porque são neles que têm ocorrido o encontro e a socialização dos adeptos destas práticas, e por partir dos estúdios a disseminação das próprias práticas de transformação corporal na cidade.


2. ANÁLISE DE DADOS


O objetivo principal deste trabalho consistia analisar o processo de subjetivação, as formas de socialização no qual estão inseridos os adeptos das transformações corporais, e ainda quais os meios de comunicação que estes indivíduos utilizam para disseminar estas práticas na região centro-oeste do Brasil. Ao longo do trabalho se percebe que este objetivo foi alcançado. Diante deste objetivo, chegou-se a algumas conclusões apresentadas a seguir.

Analisados os dados da pesquisa de campo, percebeu-se que os adeptos possuem formas próprias de pensar acerca de si mesmos e do mundo, formas estas que muitas vezes estão longe de serem hegemônicas e contínuas. Como afirma Downing (2001, p.33), as culturas de oposição também se entrelaçam com as culturas de massa e as culturas populares. Isto está presente em muitos momentos na vida dos praticantes de body modification em Goiânia.


As culturas de massa miditiatizadas, vinculadas aos bens de consumo, fazem parte da vida desses jovens, ao mesmo tempo em que procuram sua própria forma de beleza, seu próprio sentido de estética[1]. Eles vivem durante esta busca uma relação de consumo intensa. Uma característica da atual sociedade já discutida ao longo do trabalho e pertinente a época atual, como vimos. E por isso, não cabe aqui emitir qualquer juízo de valor, pois se assim fosse teríamos que discutir vários outros aspectos da sociedade, já que o consumo permeia todas as relações, está presente em todas as camadas da sociedade. E hoje, mesmo a arte, em sua grande maioria, é produzida para o consumo. Não encontramos no movimento de body modification aqui, nada de extremo, radical talvez, mas extremo não. O belo é cultuado, o corpo “sarado” também, o que fica de rebeldia talvez seja a possibilidade de ser diferente dos demais. Mas nada muito diferente, porque é preciso antes, ser legal, ser aceito. O preconceito pode existir, mas não é sentido, justamente por essa “adaptação”. O que esses indivíduos sentem, na verdade, é um certo estranhamento, que logo pode ser desfeito frente ao atributos de cada um. Esses atributos podem ser visuais, demarcados por suas roupas de boa qualidade, suas ferramentas tecnológicas (celulares, notebooks, etc.). Podem ser culturais: suas viagens internacionais, seu português ou inglês corretos, ou mesmo sua formação acadêmica.


Sua aparência não é para chocar, mas para ser admirada. Eles possuem um conceito de beleza bastante individual, mas não menos influenciado pela mídia e suas demarcações hegemônicas. O que se tem é um desejo constante de adornar o corpo e para isso eles utilizam várias técnicas da body modification. As duas principais técnicas utilizadas são as tatuagens e os diversos piercings e alargadores. A primeira pode ser grande, pequena, colorida ou apenas de uma cor, no entanto, precisa ser feita por um “bom” profissional, afinal é algo que dura a vida toda e vale o preço. Além disso, precisa estar em lugares estratégicos para que possa ser relevada apenas no momento oportuno. Já a segunda, precisa ser algo delicado, bonitos e de qualidade, dá-se o nome de jóia para os piercings e alargadores. E por ser teoricamente reversível, pode ser feito em qualquer lugar e na quantidade que desejar, desde que por um bom profissional e que tenha a higiene necessária no ambiente. No entanto, se mais a frente, você “enjoar” pode retirar que o furo vai fechar. Assim, pode ser que uns possuam em um mês doze furos, e noutro preserve apenas dois. Vai depender do “humor”. Mas se mesmo assim, algo mais radical for feito como, por exemplo, uma suspensão corporal, ótimo! Porque poderá estampar a foto do perfil do Facebook ou ainda, o álbum de fotografias desta mesma ferramenta, obviamente a vista de todos os amigos. Fotos lindas e de qualidade, com câmera profissional, para que o trabalho fique mais “apresentável” e impressione quem sabe os “gringos”, já que existe o desejo dos profissionais brasileiros de serem respeitados “lá fora”.


Outro aspecto importante é que movimento, ao menos no âmbito de Goiânia, é caracterizado principalmente por um movimento estético. Mas, como falamos anteriormente, não é uma estética coletiva, até certo ponto. Antes, porém, se trata de uma estética pessoal, pois “o que é bonito para mim, pode não ser bonito para você”, assim, desde que não extrapole para o “exagero” tudo é possível. Qualquer desenho de tatuagem ou escarificação, piercing em qualquer região, embora se note tendências a serem seguidas “tem que ser atual” e também diferenças no que é adequado para mulheres e para homens. Estas são difundidas em almanaques digitais, revistas, sites específicos e até por artistas, e todo bom profissional deveria acompanhar, pois “o que era aceito há cinco anos, hoje pode não ser mais e o bom profissional precisa estar ‘antenado’ com as novas tendências”.


Apesar dessas observações que se distanciam de críticas, não podemos esquecer que “[...] os valores, as interações e os ‘fatos’ do comportamento humano às vezes estão no olhar do observador” (ANGROSINO, p. 54). E nesta tarefa de pesquisar qualquer um pode se inscrever. Assim, não se pretende aqui instituir uma verdade acerca deste grupo, mas trazer aspectos que se apresentaram nesta realidade estudada, embora possam se confrontados com outras realidades e vivências e serem encontradas diferenças. Pois não podemos esquecer que cada indivíduo possui uma subjetividade e suas experiências e vivências modificam a forma como veem a cultura recebida. Possibilitando, assim, infinitas formas de se perceber, sentir e vivenciar algo, aqui, no caso, questão da própria da modificação corporal.


O estudo, também, encontrou uma limitação. A amostra utilizada, que pela dimensão do estudo e pela disponibilidade de tempo, foi pequena, não permitiu inferir sobre todos os aspectos da modificação em Goiânia. Assim, pesquisar novas realidades nas quais estes indivíduos estão inseridos, já justificaria a continuidade do estudo, se não fosse ainda a necessidade de aprofundamento em questões que surgiram ao longo da pesquisa. A primeira está relacionada aos corpos modificados no universo do erótico e pornográfico. A procura por garotas modificadas no site http://suicidegirls.com[2] e o recorrente discurso do erótico e do fetiche que as modificações trazem, tornam-se aspectos interessantes que poderiam ser investigados. A segunda está relacionada a diferença de práticas inscritas nos gêneros, em que se delimitam e o que se representa como feminino e masculino. A terceira e última, o corpo modificado e a questão social, pois nota-se uma segmentação, ao menos em Goiânia, que as práticas mais radicais sejam mais exploradas por jovens de classe média. No entanto, tais aspectos ficam como possibilidades de investigações futuras.


CONCLUSÃO


De sobre maneira, porém, acredito que este estudo tenha sido importante, porque através dele podemos “desmistificar” este grupo que em geral sofre preconceito da mídia hegemônica (DOWNING, 2001). Entendo-os em suas relações, nas suas formas de verem o mundo, de verem a si próprios, mas principalmente na forma como verem seu corpo e o estatuto deste corpo nas subjetividades. Aspectos que devem ser levados em conta numa época que tentamos tanto nós enquadrar em algum estereótipo. Serve também para entendermos que vivemos em um mundo com muitas possibilidades e que mesmo que estas sejam possibilidades diferentes das que estamos acostumados a ver, não quer dizer que sejam possibilidades erradas, possibilidades menores, possibilidades irracionais ou caminhos débeis. E ainda, mesmo que em alguns momentos sejam possibilidades transitórias, não há que haver julgamentos. Porque o ser humano está em constante transformação, sua identidade é fluída e navega mesmo que virtualmente por lugares inimagináveis. Isso traz coisas novas, e não é preciso ter medo do novo. Apenas, aceitá-lo. Porque antes de tudo somos seres pensantes, seres que sentem, seres que querem felicidade e que buscam essa realização no corpo o único instrumento que nos permite sentir vivos. Claro que alguém pode escolher se sentir vivo dançando uma “Catira[3]” ou comendo “Galinhada[4]”, mas nada impede que se dance “Catira” suspenso ou que se como “galinhada” com um piercing na boca. Porque a cultura não deve ser excludente, mas antes deve ser de inclusão. Só precisamos estar atentos para o respeito e aberto para o novo, para o velho ou para o velho-novo.



REFERÊNCIAS

  1. ANGROSINO, Michael. Etnografia e observação participante. São Paulo: Artimed, 2009.

  2. DOWNING, Jonh. Mídia Radical: rebeldia nas comunicações e movimentos sociais. São Paulo: SENAC, 2001.

  3. FEATHERSTONE, Mike. Body Modification. London: Sage Publications, 2003. Disponível em: < http://books.google.com.br/books>. Acesso em: 25 agosto 2010.

  4. Le BRETON. Adeus ao corpo: Antropologia e sociedade. Campinas, SP: Papirus, 2003.

  5. MAFFESOLI, Michel. O tempo das tribos: o declínio do individualismo nas sociedades de massa. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1998.

  6. ORTEGA, Francisco. Práticas de Ascese Corporal e Constituição de Bioidentidades. Cadernos Saúde Coletiva, Rio de Janeiro v. 11, n. 1, p. 59-77. 2003. Disponível em <http://www.nesc.ufrj.br/cadernos/ 2003_1/2003_ 1%20 FOrtega.pdf> Acesso em 28 jan, 2009.

  7. _______. O corpo incerto: corporeidade, tecnologias médicas e cultura. Rio de Janeiro: Garamond, 2008. Disponível em: < http://books.google.com .br/books>. Acesso em: 25 agosto 2010.



[1] Segundo David Harvey (1992, p. 293) no livro “Condição pós-moderna” “[...] as práticas estéticas e culturais têm particular suscetibilidade à experiência cambiante do espaço e do tempo exatamente por envolverem a construção de representações e artefatos espaciais a partir do fluxo da experiência humana”. Assim, hoje na Pós-Modernidade muitas das experiências dos grupos sociais residem nas práticas estéticas que atrelam a si significados sociais e políticos.


[2] SuicideGirls é um site de assinatura que contém fotos eróticas de estilo pin-up com modelos exclusivamente do sexo feminino e de diversos lugares no globo terrestre, mas não penas isso, há várias outras ferramentas de entretenimento. O que o diferencia dos demais são os estilos e biotipos das garotas fotografadas, pois não condizem com os padrões de beleza normalmente usados por outras revistas e sites de modelos. As garotas normalmente possuem tatuagens, piercings, cabelos coloridos, de diferentes raças e manequins, características do gênero pornográfico alt porn, ou pornografia alternativa. O site atualmente totaliza mais de 1800 modelos, no Brasil existem 18 garotas cadastradas. O Suicide Girls também é caracterizado por promover a interação entre as modelos e seus fãs, por meio de blogs, fóruns e boards. Além disso promove encontros off-line caracterizando-se por serem estrelados pelas garotas mais famosas do site em grandes palcos, encenando a arte erótica. Para ter acesso ao site, os membros devem pagar uma quantia de de 4 dólares mensais. A sede se encontra em Los Angeles, EUA, onde o negócio teve início. Apesar das modelos serem de diferentes países e, portanto, falarem diferentes línguas, o idioma oficial da página é o inglês”. Fonte: Wikipédia.org (acesso em 07/06/2011).


[3] Dança tradicional goiana.


[4] Prato típico de Goiás com arroz, frango e pequi.


*Tomado del Archivo Documental “Cuerpos, sociedades e instituciones a partir de la última década del Siglo XX en Colombia”. Mallarino, C. (2011 – 2016). Tesis doctoral. DIE / UPN-Univalle.


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